sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Corpo e o cuidado de si



Educador: Natanael Steffen

CREF3 008348

Cuidar de si mesmo não é simplesmente uma obrigação da qual se incumbem às pessoas preocupadas com a educação; é uma maneira de viver, da qual cada um deve se incumbir ao longo de sua vida. Foucault (1985, p.50) afirma que o cuidado de si é uma preocupação moral, maneira de se comportar, forma atitudinal de viver. É desta forma, uma maneira de os indivíduos se desenvolverem em procedimentos, práticas em receitas, que são refletidas, desenvolvidas, aperfeiçoadas e ensinadas, constituindo, assim, uma prática social, dando lugar às relações, comunicações e, até mesmo, a instituições, proporcionando, enfim, certo modo de conhecimento e a elaboração de um saber. A partir do desenvolvimento da questão do cuidar de si o aumento do cuidado médico (científico) foi ao mesmo tempo particular e intenso, crescendo a atenção com o corpo.
Segundo Bordin (2001, p. 47), o cuidar é muito mais do que cuidar de um corpo, é cuidar de um corpo que é habilitado por um sujeito que lhe dá significado, através de múltiplas formas de expressão. Sendo ele um sujeito que tem passado presente e futuro, que vive e convive em um ambiente social que está em constante transformação. Para Waldow (2004, p.21), “Cuidado é um processo, um modo de se relacionar com alguém que envolve desenvolvimento e cresce em confiança mútua, provocando uma profunda e qualitativa transformação no relacionamento, é ajudar o outro crescer e se realizar”. O cuidado é a essência do ser humano, o ser humano existe no mundo através do cuidado, é um modo de ser; sem ele, deixa-se de ser humano. “O ser humano é um ser que deve cuidar de si e dos outros” (WALDOW, 2004, p. 20).
Esse cuidado se manifesta no contexto educacional que a criança está inserida, construindo vínculos afetivos e educacionais entre educando e educadores. Este processo de aprendizagem pode ultrapassar a ideia de cuidar apenas de si, trazendo a reflexão sobre o cuidar do próximo.
Segundo Boff (1999, p. 33), o modo de ser cuidado revela a maneira concreta como o ser humano e o cuidado humano exigem uma relação sujeito-sujeito e não sujeito-objeto, de convivência e não de domínio, de interação e comunhão, ao invés de intervenção. O cuidar é mais que um ato: representa uma atitude de ocupação, de preocupação, responsabilidade e de envolvimento afetivo com o outro. O cuidar é mais que um ato: representa uma atitude de ocupação, de preocupação, responsabilidade e de envolvimento afetivo com o outro.
Leonardo Boff (1999) defende o ponto de vista de que a espiritualidade deve vir à frente da religião. Para o autor, a espiritualidade é capaz de ligar, religar e integrar. Compartilha-se da idéia de que religião significa religar com algo, no caso, um Ser Divino. Como o autor citado, aceita-se a idéia de que a espiritualidade deve ser priorizada e não apenas a religião.

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