quarta-feira, 9 de junho de 2010

Gênero e Diversidade

Educador:Natanael Steffen
CREF3 008348
IT.6614/10
                                                                                   
Para compreender o comportamento entre os gêneros tanto na vivencia e no processo educacional, a primeira coisa é entender o conceito de gênero, como um significado social, diferenças biológicas entre homens e mulheres. A escola forma e reproduzem desigualdades sociais, muitas vezes é uma instituição normalizadora, apresenta e institui sujeitos, indivíduos, a partir de um “modelo”. Este modelo é masculino, branco e heterossexual, e todas as pessoas que não se encaixam nele são o Outro, que é reiteradamente tratado como inferiores, estranhos, diferentes podem nomeclaturar de classificação social.
Quando isso ocorre está produzindo desigualdades. Romper com isto significa estar atento/a, olhar de outros ângulos, questionarem o que parece ser “natural” e inquestionável, discutir e refletir sobre a prática pedagógica da escola, seu conteúdo, seu discurso e sua organização.
Na escola aprende-se a ouvir, a calar, a falar e a preferir. Aprende-se também quem pode falar, onde pode falar e sobre o que pode falar. Todos os sentidos são treinados para que se reconheça o que é considerado bom e decente e se rejeite o que é tido como indecente. É possível perceber a existência de espaços e territórios delimitados para ocupação masculina e feminina. Esses territórios são construídos utilizando e diferentes artifícios originam dos nos conceitos preestabelecidos de masculino e feminino e de relações de poder.
Constata-se que as atividades típicas do pátio são potentes expressões de como as concepções de gênero orientam a maneira como alunos e alunas interagem entre si, expressam seus corpos e aproveitam de forma diferenciada e desigual, por toda a infância e até a idade adulta, o elenco de movimentos, jogos e brincadeiras possíveis, que molda que sujeito será no futuro.
Conclui-se que a convivência com a diversidade implica o respeito, o reconhecimento e a valorização de outrem, não tendo medo daquilo que se apresenta inicialmente como diferente.

Texto: Natanael Steffen  - 2º bimestre 2009
Foto: Natalyê Steffen

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