quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Vivendo no Mundo Sincrético

Educador:Natanael Steffen
CREF3 008348
CIT.6614/10
A voz do passado e a voz do futuro
Tornar-se contador de história, é quando o individuo abre sua alma para o mundo imaginário, ao renascimento ao mundo sincrético do ser, e dando espaço para voz do coração nunca mais será o mesmo, porque da vida ao passado, aos avós, pai, mãe e professor.
O ato de contar história é um ato de mobilização de uma série de forças literárias entre o dito e o não-dito que oferece, em suas brechas, maneiras infinitas de leituras; quem ouve uma história é ao mesmo tempo espectador e leitor; portanto o contador precisa controlar todos os mecanismos que entram em jogo, estar pronto para lidar com as emoções.
O contar histórias não é algo novo e nem tão pouco para crianças, aproximadamente 930 a.C nos primórdios das civilizações temos relato interessante de contadores de história, ex: de um profeta chamado Natã usou uma história para o rei condenar seus próprios atos. Era o recurso que era usado, porque um servo não se atreveria apontar o erro de um rei, era razão de pena de morte.
E porque contar histórias para crianças? Elas vivem o tempo que é delas, a qual chamamos de mundo sincrético, é por isso que cada vez que convidamos para comer, tomar banho e até mesmo dormir, elas reclamam, choram, isso porque saem do mundo imaginário para o real.
No entanto a história contada para criança antes de dormir é muito importante, preenche, provavelmente o que faltou em sua atividade do mundo imaginário, que é o brincar.
Este texto da um entendimento de noção como contar uma história, procedimento e como lidar com as emoções, tendo sempre em mente os elementos para se contar uma história, saindo dos gestos corriqueiros, explorando gestos que sejam nossa expressão pessoal.

Texto:  Natanael  Steffen - Sesc - Chapecó, 21/04/2006
foto: Natalyê Steffen - 2010

Um comentário:

  1. Sim, mas há uma forma de atrair as crianças para o nosso mundo. Mostrando que é o mesmo. Nao precisamos tirar elas da "fantasia", "do mundo imaginário" delas se mostrarmos que tudo é uma brincadeira, inclusive as obrigações. Tudo é faz-de-conta e, quando é assim, tudo se torna mais interessante, inclusive no mundo dos adultos.

    Eu vivo meu mundo imaginário todos os dias, nunca sei o que é "real" ou "imaginário" e nem por isso deixo de cumprir minhas obrigações.

    Pra mim o mundo é um parque de diversões, com atrações de todos os tipos (tem até o trem-fantasma).

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