segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Morte: Brevidade da vida

Educador: Natanael Steffen
CREF 3 008348
CIT.6614/10
Outro dia em uma cerimônia fúnebre aproximei uma fala sobre este tema, numa sucessão de impressionantes de imagens do momento que se antecede a despedida do esquife, encontrei algo que não poderia deixar de escrever que é a Morte, morte essa que apresenta à vida como uma dura batalha sem resultado,  a vida é tão curta e tão fútil capaz de negociar com a dor, angustia e sofrimento e o que nos resta é a morte como pagamento.
As coisas da vida cotidiana escondem minha própria morte, estando oculta na vivencia da própria morte, como conteúdo um acontecimento ao lado da minha existência, Quando aquela pessoa que amamos,deixa a corporeidade, morre um pouco de minha segurança pessoal é um sofrimento meu diante da morte, pois revela meu abandono no mundo; afasta-me um pouco as coisas que desejo tais como: projetos de vida, reformas, estudos, viagens de férias e outros. A morte do outro é a morte de um protetor, torna-se a matéria da angustia, para quem recorrer quando vêm os conflitos da existência?
Demorei um pouco mais do normal a participar de atos fúnebres não sei por que, talvez pelo fato de pessoas próximas a eu demorarem a partir. O primeiro cadáver que me deparei foi nas aulas de anatomia, foi algo impressionante. Naquele instante, aconteceu o dialogo comigo mesmo, sabe qual foi? Derrepente a morte é uma alternativa. Dentro de algumas leituras e estudos na corporeidade percebo que morte é ausência de corpo, sabe por quê?
Quando as pessoas deixam de estar conosco por ter passado pela morte, temos em nossa mente os traços, perfil e hábitos sendo percebido pelas pessoas próximas a elas, tais como: Nossa como você é parecido com seu pai, jeito de andar, voz, até a roupa é igual, você tem o tempero de sua mãe, pensa igual, vontade igual. As pessoas se ausentam do ato corporeo e vivem nas ações de outrem. Mas nunca se oculta completamente a vivência da própria morte. não existe tristeza na morte, ha tristeza  em quem não aproveita a vida.

" SE A NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO SE LIMITA APENAS A ESTA VIDA, SOMOS OS MAIS INFELIZES DE TODOS OS HOMENS. II Co.15.19" 

Texto:Natanael Steffen - Novembro 2010.
Foto: Natanael Steffen - Aldeia Toldo Chimbangue









2 comentários:

  1. Bastante filosófico seu texto...hehhehehehh
    achei legal,um pouco complexo,na verdade bastante filosófico............eu ñ sou muito de filosofar,gosto de palavras simples ......
    Parabéns pelo seu talento.....eu já ñ nasci p este tipo de coisa,escrever,filosofar.....

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  2. interessante essa tua filosofia de morte
    tens talento! hehe
    abraço

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