sábado, 5 de novembro de 2011

Filme: Xeque Mate à Rainha



Educador: Natanael Steffen
CREF 3 008348
CIT.6614/10

      Filme espanhol transcorria na turística Toledo este se passa na Córsega, onde a protagonista, casada com um operário e com uma filha de 15 anos, é camareira num hotel de manhã e faxineira à tarde. Assim como Pilar, que ao longo do filme amplia seus horizontes ao se interessar por história da arte e tornar-se guia de museu, Helène acessa o mundo através do jogo de xadrez. Ao entrar no quarto de um casal de hóspedes para limpá-lo, vislumbra os dois jogando xadrez na varanda. O clima que rola entre o casal durante a partida sensibiliza a moça. É como se aquele tabuleiro mágico os aproximasse. Num misto de curiosidade e inveja daquela felicidade explícita, Helène presenteia seu marido com um tabuleiro de xadrez. Mas o operário não se interessa pelo jogo. Isso não impede Heléne de querer aprender a jogar. Ao descobrir um tabuleiro na casa do americano ranzinza para quem trabalhava nas tardes de 3a feira, este concorda em ensiná-la a movimentar as peças. Claro que acaba rolando um clima entre os dois. E evidentemente o marido, percebendo a transformação no humor da esposa fica enciumado e a segue. É aqui que o filme toma um caminho diferente do espanhol. Como não há uma patologia em jogo, o marido controla seus ciúmes sem partir para a agressão. Do seu lado, Helêne sublima através do jogo seu desejo pelo patrão charmoso e inteligente, sem permitir que esse afeto destrua sua família. As coisas correm tão bem que no dia em que ela se torna campeã da cidade, num torneio disputadíssimo, o maridão está lá para aplaudi-la.

     Hélène é a esposa de um homem simples, Ange (o ator Francis Renaud), e mãe de uma adolescente rebelde, Lisa (a atriz Alexandra Gentil). Divide-se entre a casa e os dois empregos. Quando descobre algo que faz com prazer e não por obrigação, acaba mergulhando de cabeça e o hobby vira uma obsessão. Em todos os objetos e situações ela enxerga um tabuleiro de xadrez, uma chance de estudar uma jogada, e isso dá espaço para interessantes cenas, como a que ela passa por um chão quadriculado como se estivesse encenando o xadrez.
Interessante quando ela joga uma partida verbal com Kröger _ não é preciso saber jogar para acompanhar o filme, mas nessa cena em particular só um gênio do xadrez não ficaria perdido.
http://soucinemaniaco.com.br/novo/a-verdade-nua-e-crua-sobre-xeque-mate/.

Nenhum comentário:

Postar um comentário