sábado, 20 de julho de 2013

A Teologia da Graça


1. Introdução
Jonh Wesley ordenado ministro do Evangelho, viajava de vila em vila pregando suas normas às pessoas que ele considerava cristãs. Ele lutava com o fato de que sua rigorosa disciplina religiosa não fazia sentir-se certo da salvação que deseja.
No livro heróis da fé, Jackon (2002). Escreve que, Em 24 de maio de 1738, Wesley, compareceu a uma reunião na Rua Aldersgate, onde alguém leu o prefácio da Epístola aos Romanos, feito por Lutero, no qual descreve o modo como Deus trabalha no coração através da fé em Cristo. Enquanto escutava, Wesley sentiu aquecer-se-lhe o coração. E, então, pensou:
Sinto que devo confiar em Cristo, somente em Cristo, para a minha salvação”.
Com o esfriamento espiritual das igrejas oficiais do governo, perdia-se o primeiro amor, porém Wesley foi proibido de pregar nestas igrejas. Dessa maneira, pregava aonde quer que fosse e a qualquer pessoa. Quando um oficial quis saber qual era a sua paroquia, Wesley replicou:
O mundo é a minha paróquia”
A Obra, no entanto, não foi detida. Em algum lugar as pessoas estavam orando; em algum lugar, corações famintos estavam se reunindo em pequenas reuniões de oração nos lares, ou nas esquinas. A consagração e a santidade estavam sendo pregadas.
Segundo Mahoney, (1998,pg.55), Jonh Wesley foi um homem com uma mensagem para a Igreja e o mundo do Século XVIII (1700), sofreu perseguições ao pregarem nas esquinas naqueles dias, os seus féis seguidores eram apedrejados e golpeados com ovos podres. Foram combatidos, porém não derrotados.
2. Teologia da graça
A salvação é obtida pela graça de Deus e não por obras humanas. Em seus escritos, Paulo esclarece que jamais podemos obter a salvação por nossas próprias obras, mas unicamente pela graça divina (Ef 2.8-10).
O professor Paulo A. de Mattos, coloca que a universalidade da graça não custa nada, É movida pelo Espírito Santo, na ação de Deus e em resposta das ações humanas, compreendendo que o arrependimento é o primeiro passo que tomamos para recebermos a salvação que Deus oferece no Senhor Jesus Cristo.
Salvação, segundo Wesley, não significa apenas perdão dos pecados e justificação diante de Deus. Ela abrange também a santificação de todo o nosso ser, bem como a nossa proteção divina, mediante a graça que se expressam na prática das boas obras nas relações cotidianas.
A Sua graça não somente nos torna aceitos na família de Deus, mas também supre o poder que necessitamos para vivermos a vida cristã. Duas passagens bíblicas indicam os dois aspectos da graça de Deus em todos os crentes:
Pois foi pela graça (o favor imerecido de Deus) que vocês foram salvos através da fé – isto não vem de vocês próprios; é a dádiva de Deus – não através das obras, a fim de que ninguém se gabe” (Ef 2:8,9).
.....Com amor Ele nos predestinou para que fossemos adotados como Seus filhos através de Jesus Cristo, de acordo com o Seu beneplácito e vontade – para o louvor da Sua gloriosa graça(poder de capacitação), que Ele nos deu gratuitamente no Amado”(Ef.1;4-6).
Segundo Wesley, em seu sermão, a graça é a fonte de todas as bênçãos ao homem e, dada a condição deste, oriunda da queda sua salvação decorre proeminentemente daquela mesma fonte. A fé é a condição da salvação.
O Professor Paulo A. de Mattos, diz que o Wesley, Reconhece que a graça de Deus é a única causa de nossa justificação e também de nossa santificação. A experiência de santidade não é a realização moral humana, mas sempre resultado da ação graciosa de Deus.
A salvação é uma obra de Deus em beneficio do homem, e não uma obra do homem em favor de Deus. Quanto à sua aplicação prática, a salvação consiste de elementos inseparáveis, apesar de serem distintos e de naturezas totalmente diferentes. Wesley ensina que a experiência de justificação (Rm 5.1), regeneração (Jo1.12,13). e o novo nascimento, é o começo da vida cristã, somente “a porta e a entrada para a vida santificada.(santificação).(1Co.1.30).

Trabalho desenvolvido no curso de  Integralização em teologia
Natanael Steffen

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